Crescimento do e-commerce, consumidores mais exigentes e operações mais complexas impulsionam investimentos em automação e equipamentos da intralogística
Entregar mais rápido se tornou uma exigência do mercado, o que leva empresas de diferentes segmentos a acelerar investimentos para tornar seus centros de distribuição mais eficientes e, assim, atender com eficiência o crescimento do comércio eletrônico e consumidores que esperam prazos cada vez menores. Para que isso aconteça, a disponibilidade operacional e a agilidade na movimentação de cargas passaram a ser fatores decisivos para manter a competitividade.
Segundo projeções da Associação Brasileira de Inteligência Artificial e E-commerce, o segmento deverá movimentar R$ 259 bilhões em 2026, um crescimento de aproximadamente 10% em relação ao registrado em 2025, um cenário de demanda crescente por operações logísticas mais rápidas. Paralelamente, a logística deixou de atuar apenas como suporte operacional e passou a ocupar posição estratégica nas empresas, influenciando diretamente a experiência do cliente e os resultados dos negócios.
Na prática, o desafio já não está apenas em ampliar a capacidade dos centros de distribuição, mas em garantir que toda a operação acompanhe o ritmo das vendas. Processos como separação de pedidos, abastecimento de estoques, movimentação de pallets e expedição passaram a exigir equipamentos mais modernos e redução do tempo de deslocamento dentro dos armazéns.
De acordo com Humberto Mello, diretor da Tria Empilhadeiras, marca de equipamentos para manuseio e transporte de cargas e baterias de lítio, a velocidade das entregas começa muito antes de o caminhão sair para a rua.
“Existe uma percepção de que a eficiência logística depende apenas do transporte, mas ela começa dentro do centro de distribuição. Se a movimentação interna não acompanha o ritmo dos pedidos, toda a cadeia perde produtividade. Equipamentos adequados e operações bem planejadas reduzem gargalos e aumentam a disponibilidade operacional, permitindo que as empresas entreguem mais rapidamente sem elevar os custos na mesma proporção”, pontua Humberto.
Além da velocidade, outro fator que ganha relevância é a previsibilidade operacional. Com margens mais pressionadas, falhas na movimentação de cargas, paradas de equipamentos, retrabalhos e deslocamentos desnecessários impactam diretamente os custos logísticos e a capacidade de atendimento das empresas. Por isso, cresce a adoção de empilhadeiras elétricas, baterias de lítio, sistemas de gestão de frotas, manutenção preventiva e soluções voltadas à otimização do fluxo interno de materiais.
Conforme Mello, as empresas têm ampliado os investimentos em automação de armazéns para aumentar a produtividade e otimizar o uso do espaço e tornar as cadeias logísticas mais resilientes. Junto a isso, o avanço do comércio eletrônico e a necessidade de entregas mais rápidas vêm acelerando esse movimento de modernização dos centros de distribuição.
Para o diretor, os CDs desempenham um papel estratégico na competitividade das empresas: “Hoje, eficiência logística significa movimentar mais produtos, com mais segurança, menor consumo de energia e maior previsibilidade. A pressão por entregas rápidas continuará crescendo, e isso fará com que os investimentos em automação, equipamentos inteligentes e modernização da intralogística se tornem uma necessidade para empresas que desejam crescer de forma sustentável”.
Outro fator que vem ganhando importância, ainda segundo o porta-voz, é a capacidade dos centros de distribuição de responder rapidamente às oscilações da demanda sem comprometer a operação. Datas promocionais, sazonalidades e campanhas comerciais podem elevar significativamente o volume de pedidos em poucos dias, exigindo estruturas mais flexíveis e processos capazes de absorver esses picos sem aumentar custos na mesma proporção.
“O centro de distribuição não é mais só um local de armazenagem, é um ativo estratégico para o negócio. Quanto maior a previsibilidade da operação, mais preparada a empresa está para crescer, atender variações de demanda e manter o nível de serviço esperado pelos clientes. No futuro, a competitividade será definida pela capacidade de vender mais e, principalmente, pela eficiência com que as empresas conseguem transformar pedidos em entregas rápidas e seguras”, finaliza Humberto Mello.
Escrito por: Por Luciana Vianna