Volume cresce 11% em julho, mas o ritmo nas linhas está datado para diminuir
Até momento, o balanço da contribuição do Move Brasil no segmento de caminhões se mostra assertiva. Ao interromper a trajetória de queda nas vendas, a demanda aumentou e providenciou ritmo maior nas linhas de montagem.
Em julho, as fabricantes de pesados produziram 12.109 unidades, volume que representou alta de 11,2% sobre junho (10.894) e leve variação positiva de 0,4% em relação ao mesmo mês do ano passado (12.058), conforme dados consolidados pela Anfavea.
No acumulado do ano, porém, ainda persiste uma diferença considerável de 12,1% menor. Enquanto nos sete primeiros meses do ano passado a indústria produziu 78.429 caminhões, no mesmo período deste ano o volume chegou a 68.907 unidades.
Segundo Igor Calvet, presidente da Anfavea, o programa comprovou que há interesse do transportador em renovar, mas o incentivo tem alcance limitado.
“As duas fases do Move Brasil, ou seja, os R$ 30 bilhões em crédito devem gerar em torno de 20 mil unidades ao longo dos meses. Acredito que até setembro, as entregas ainda sejam provenientes do programa. O último trimestre é que preocupa”, resumiu durante apresentação do balanço setor automotivo, na sexta-feira, 7.
O dirigente lembra que praticamente não ocorreram alterações significativas no cenário econômico capazes de mudar a intenção de compra após o fim da influência do Move Brasil. “Taxas de juros seguem elevadas, apesar da pequena baixa na Selic, os preços de commodities ainda estão desfavoráveis e os custos operacionais cresceram e logísticos cresceram sem perspectivas de melhoras. Não sabemos ainda se chegamos no pior momento.”
Foto: Divulgação Volvo
Fonte: Auto Indústria