Autoglass revela que modelos como o MG4, Denza B5 e Geely EX5 apresentam maior dificuldade para a obtenção de vidros automotivos
A Autoglass divulgou nesta segunda-feira, 14, estudo sobre os segmentos que enfrentam maiores dificuldades para a obtenção de peças no mercado de reposição. Os destaques são os modelos de marcas chinesas, carros europeus de luxo e os fora de linha, cujas peças já não têm mais produção local.
“Entre os veículos chineses, o desafio está relacionado principalmente à rápida expansão das marcas e à consolidação gradual da cadeia de reposição nacional”, informa a Autoglass.
A empresa revela que modelos como MG4, Denza B5 e Geely EX5 apresentam maior dificuldade para a obtenção de vidros automotivos, tanto pela disponibilidade limitada quanto pela identificação correta das peças, já que muitos veículos recebem adaptações específicas para o mercado brasileiro.
Outro exemplo é a picape BYD Shark. Como esse tipo de veículo possui pouca representatividade no mercado chinês, onde picapes enfrentam restrições de circulação em grandes centros urbanos, alguns componentes ainda apresentam oferta limitada para reposição no Brasil.
Elaborado com base no banco de dados da companhia, que possui o maior estoque físico de vidros e peças automotivas da América Latina, e em seu sistema de estoque inteligente, o estudo mostra que encontrar determinadas peças pode resultar em semanas ou até meses de espera para proprietários e oficinas, além de altos custos, que inviabilizariam a manutenção.
Entre os modelos premium, a Autoglass cita a Ferrari SF90 Spyder, o Lamborghini Huracan LP 580-2 e a Maserati Levante GT, além do Porsche Cayenne S Coupé e Porsche 911 GT3. A empresa explica que, em muitos casos, as peças dependem de importação e da estrutura de uma única concessionária autorizada no Brasil, o que pode elevar significativamente o prazo de entrega.
Com relação aos veículos fora de linha, alguns exemplos são o Fiat Punto (2008 a 2012) e Doblò (2010 a 2021), além de modelos da Volkswagen como Polo (2007 a 2015) e Golf (2008 a 2014), e o Chevrolet Kadett, que enfrentam dificuldades especialmente para reposição de componentes de iluminação.
“O aumento da diversidade da frota brasileira exige um trabalho estratégico na gestão dos estoques”, explica Flávio Cezario, vice-presidente da Autoglass. “Não basta acompanhar apenas os itens de maior giro. É preciso prever quais peças terão maior probabilidade de reposição, mesmo em veículos com baixa circulação, para reduzir o tempo de espera do consumidor e dar suporte às oficinas e seguradoras”.
Segundo o executivo, esse cenário reforça a importância do planejamento logístico e do uso de inteligência de dados para antecipar a demanda do mercado.
Fonte: Auto Indústria