De acordo com estudo divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), entre 2016 e o fim de 2019, os investimentos feitos em estoque de capital no Brasil não conseguiram superar a depreciação da estrutura produtiva que já existia.
Dessa forma, o estoque de capital usado para produzir diminuiu ao longo do período e voltou a aumentar somente no início deste ano. A redução de capital registrada após a crise econômica que começou em 2014 foi a primeira desde 1947. Como o país havia expandido sua capacidade produtiva nos anos anteriores, a depreciação desse capital continuou crescendo nos anos seguintes.
Por outro lado, segundo informou a Agência Brasil, os investimentos na formação de capital, como máquinas e construção, começaram a cair a partir da recessão, e o resultado foi um investimento líquido negativo.
“O estoque de capital vai se deteriorando com o tempo. E parte dos investimentos é justamente para cobrir essa depreciação, repor essa depreciação. Nesse período de 2016 a 2019, o investimento era tão baixo que sequer era suficiente para repor a depreciação. Tudo que era investido era para repor a deterioração, de tal forma que a capacidade produtiva estava diminuindo ao longo do tempo”, explica o diretor de Estudos e Pesquisas Macroeconômicas do Ipea, José Ronaldo Souza Júnior.
Souza Júnior disse ainda que a reação do investimento líquido veio com o crescimento do investimento bruto, iniciado em 2017, e a queda da depreciação, com a redução do estoque de capital. O Ipea ressaltou que as informações referentes a 2018 e 2019 são preliminares e devem ser revistos quando forem divulgados os dados anuais completos, que constaram no Sistema de Contas Nacionais, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
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Fonte: Redação